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Entrevista de Enivaldo Gonçalves abre a série Testemunhos

Testemunhos sobre a ditadura militar:
direito à memória e à história

 

Esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos, contribuindo, assim, para a efetivação do direito à memória e à verdade histórica – eis a atribuição que a Comissão Municipal da Verdade de Petrópolis tem assumido desde 2016 mediante a pesquisa documental e o testemunho das pessoas que foram vitimadas ou atingidas pela ditadura militar na cidade.

A série destes testemunhos, disponível pelo canal no Youtube, apresenta as diferentes visões sobre esta época expressas por trabalhadores, sindicalistas, intelectuais, juristas e personalidades políticas, numa espécie de caleidoscópio ideológico que traduz a impossibilidade de uma sociedade dividida em classes ter uma imagem única de si mesma.

 

A entrevista concedida por Enivaldo Gonçalves abre a série Testemunhos

 

Petropolitano, nascido em 11/11/1960, era filho de Enio Gonçalves, operário têxtil e de Nilza de Sá Gonçalves, empregada doméstica.

Participante da Semana da Memória, Verdade e Justiça em Petrópolis no dia 31 de março de 2016, apresentou, em praça pública, a denúncia contra as torturas e o assassinato de seu irmão pela polícia civil nos idos de 1990, situando-o no contexto da violência contra os criminosos comuns.

Na entrevista concedida à Comissão em 28 de abril daquele ano, Enivaldo lembra que a tortura, por ser um crime de lesa humanidade e imprescritível e, nesse sentido, não guarda nenhuma diferença de qualidade em relação aquela praticada contra os presos políticos sob a ditadura militar.

Enivaldo morreu em 06 de março deste ano, porém nos deixa o seu legado de luta em meio aos servidores públicos do qual fazia parte e do Partido dos Trabalhadores que ajudou a fundar, nos idos de 1980.

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