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Nota sobre declarações de intervenção militar

A Comissão Municipal da Verdade de Petrópolis vem a público repudiar tanto as declarações do general Antonio Hamilton Mourão, por ter defendido uma intervenção militar caso o Poder Judiciário não solucione o problema da corrupção no país, como o posicionamento do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, por não o repreender e também não se colocar contrário às idéias defendidas por ele na semana passada em uma loja maçônica de Brasília.

É importante deixar registrado que o pronunciamento do general Mourão, gravado em vídeo disponível no Youtube refere-se abertamente ao papel do Exército de “manter estabilidade do país” e que  a sua visão coincide com a de seus “companheiros do Alto Escalão do Exército”. Menciona o período de 1964 a 1985 como aquele em que os militares buscaram “fazer o melhor”, alegando, portanto, que o regime imposto, a saber, a ditadura militar, enfrentou a corrupção.  Não é esta a história que efetivamente aconteceu: uma ilustração disso foram as grandes obras de construção civil que permitiram o surgimento de corporações como a Odebrecht e favoreceram a corrupção em larga escala na época da ditadura militar. Mas a censura sistemática nos meios de comunicação de massa e seu acumpliciamento não permitiram que os fatos viessem a público.

Neste sentido, a CMV-Petrópolis compreende que os trabalhos de esclarecimento do passado, especialmente o realizado pela instituição e outros grupos que trabalham com o mesmo objetivo, são extremamente importantes para que não venhamos a repetir os mesmos erros, violações e crimes do passado.

Contra o golpismo! Ditadura nunca mais!

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