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Nota de repúdio da CMV à presença de Bolsonaro em Petrópolis

A Comissão Municipal da Verdade de Petrópolis (CMV), vem publicamente, manifestar seu repúdio à presença, em Petrópolis, do deputado federal Jair M. Bolsonaro, confirmada para segunda-feira (6), para evento do Partido Social Cristão (PSC), a realizar-se no Clube Petropolitano.

O referido deputado é um dos expoentes parlamentares da extrema-direita no Brasil e notório inimigo dos direitos humanos no país. Em várias ocasiões tornou isso público com declarações contrárias aos direitos das mulheres, dos negros, dos povos indígenas e do movimento LGBT, posicionando-se abertamente contra as lutas de setores oprimidos em nossa sociedade.

No que diz respeito à Ditadura Militar no Brasil, o deputado é um de seus maiores defensores. Em mais de uma ocasião, manifestou publicamente a defesa da tortura e do assassinato de opositores do regime militar, medidas estas que defende serem válidas e necessárias ainda hoje contra presos comuns. É crítico declarado das Comissões da Verdade, já tendo tentado impedir visita da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro ao 1º Batalhão de Polícia do Exército, local de torturas do regime ditatorial. Certa vez, exibiu em seu gabinete na Câmara dos Deputados um cartaz com a seguinte mensagem de escárnio: “Desaparecidos do Araguaia – quem procura osso é cachorro”, em referência à busca pelos restos mortais dos combatentes da Guerrilha do Araguaia, assassinados e desaparecidos pelos agentes da Ditadura Militar.

Em um dos seus mais graves atos, durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados em Brasília, esse parlamentar dedicou seu voto, em rede nacional, ao Coronel Carlos A. Brilhante Ustra, publicamente reconhecido como um dos maiores torturadores e assassinos da ditadura militar. Ustra foi condenado na justiça pelo crime de tortura e responsável pela violação de inúmeros presos no DOI-Codi de São Paulo, inclusive da própria presidente. Dessa forma, o deputado incorreu inclusive no crime de apologia de fato criminoso ou autor de crime.

Por esses motivos, a CMV-Petrópolis, além de repudiar veementemente a presença de Jair Bolsonaro em Petrópolis, entende ser inaceitável a manutenção de seu mandato de deputado, bem como a não-responsabilização criminal por seus atos.

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