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Exposição Petrópolis: ditadura e resistência percorre centros culturais da cidade

A exposição “Petrópolis: ditadura e resistência”, que fez parte da programação da Semana da Memória, Verdade e Justiça, em abril, está percorrendo os principais centros culturais do município. Ela já passou pelo Centro de Cultura Raul de Leoni, Centro Cultural Estação de Cascatinha, Centro de Esportes Unificados da Posse e pelo Centro Cultural de Nogueira.

A proposta é apresentar um pouco do trabalho realizado pelo Grupo Pró-Comissão da Verdade de Petrópolis , atual CMV, com base nas pesquisas preliminares feitas 2015.  Criado em abril daquele ano, o grupo pesquisa, entre outros assuntos, dados sobre a conjuntura da luta de classes na cidade – antes, durante e após o golpe de 64.

Por meio de documentos e imagens, a exposição revela a mobilização dos trabalhadores e movimentos populares durante a deflagração do golpe. Mostra ainda a cassação em 1964, pela Câmara Municipal, do mandato do vereador José de Araújo Aranha, que era filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Além disso, a exposição conta um pouco sobre a luta de dois petropolitanos que se destacaram durante o regime militar. De um lado, Fabrício Alves Quadros, membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), sofreu perseguições durante os 20 anos de ditadura no Brasil. Do outro, Jana Moroni Barroso, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que lutou na Guerrilha do Araguaia. Jana saiu de Petrópolis em 1971 e está desaparecida desde 1974. Nascida em 10 de junho de 1948, desapareceu aos 26 anos.

A mostra traz ainda imagens dos desaparecidos políticos que passaram pela Casa da Morte, residência localizada na Rua Arthur Barbosa, no Caxambu, que foi um dos principais aparelhos clandestinos de tortura do país.

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