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CMV-Petrópolis participa de debate sobre atuação das comissões da verdade no Brasil

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) realiza nesta quinta-feira (19/05) às 18h30, o debate  ‘Diálogos CDDH”. A discussão, aberta ao público em geral, sugere, diante do atual cenário político-social do país, debates sobre democracia e temas transversais, uma constante na rotina de movimentos sociais, considerando que um dos maiores desafios hoje é ampliar tais reflexões para a sociedade, independente de posições partidárias.

O evento contará com as participações de Eduardo Stotz, sociólogo, historiador e presidente da Comissão Municipal da Verdade de Petrópolis, Nadine Borges, mãe, professora, advogada e ex-presidenta da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e Victória Grabois, professora e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ).

Criada em 2011 a partir da Lei 12.528/2011,  a Comissão Nacional da Verdade é um marco na atuação do eixo memória, verdade e justiça no país e visa investigar, reparar e divulgar as violações cometidas durante os períodos de ditadura. Apesar disto, o Brasil é apontado por pesquisadores como um dos países mais atrasados da América Latina, no que consiste à reparação de crimes cometidos nas épocas de repressão.

Em Petrópolis um dos imóveis que funcionaram como instrumento de tortura nos ‘anos de chumbo’, conhecido na época como ‘Casa da Morte’, foi revelado para a população a partir do depoimento da única sobrevivente do local, Inês Etienne Romeu, presa política, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), que atuou contra a ditadura civil-militar no país.

Desde 2010, membros do CDDH lutam, por meio de uma campanha, pela desapropriação do local e construção de um lugar de memória, com gestão da sociedade, que retrate a história como de fato ocorreu. De acordo com Jean Costa, historiador, educador popular e atual coordenador do projeto ArticulAção do CDDH-Petrópolis, a função da organização era cumprir um papel pedagógico no sentido de esclarecer para a sociedade a existência deste  imóvel e o que ele representa na história da cidade e do país. “Em 2010 o CDDH e o Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro- GTNM-RJ elaboraram um evento pedindo a desapropriação da ‘Casa da Morte, com o objetivo de construção de um lugar de memória… Desde então, fazemos uma série de eventos pela desapropriação, uma luta que perdura até hoje por simples falta de vontade política.

Além de não haver verba para a desapropriação, uma outra questão importante é que, depois de desapropriado, o local seja um lugar de construção de memória e não um museu, portanto, com participação ampla da sociedade civil na sua gestão”, esclarece Jean Costa.

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